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ACUSAÇÃO: Policiais Civis são alvo de ação do Ministério Público


Postada: 10/08/2017 - 09:31:28 - Atualizado em 10/08/2017 - 09:32:01



Policiais Civis são alvo de ação do Ministério Público

Eles são acusados de participação em uma quadrilha de roubos de carga desmantelada em 2014

Sete policiais civis, entre eles um delegado, são alvo de uma ação civil pública apresentada pela Promotoria de Justiça de São Miguel do Iguaçu por ato de improbidade administrativa. Eles são acusados de participação em uma quadrilha de roubos de carga que agia na região de Medianeira e São Miguel do Iguaçu, desmantelada em 2014, durante a Operação 100 anos.

Os crimes foram cometidos em janeiro de 2014. Com roupas e carteiras de policiais federais, quatro dos agentes da Polícia Civil roubaram um caminhão que levava US$ 200 mil em equipamentos eletrônicos, artigos de informática, produtos de limpeza e gêneros alimentícios. Eles esconderam a carga em uma propriedade em Urussanga, área rural de São Miguel do Iguaçu, e ainda ameaçaram a família que estava no imóvel, um casal e dois filhos.

De acordo com o MPPR, as vítimas foram coagidas a manter a mercadoria roubada em um paiol – um dos rapazes foi obrigado a ajudar a descarregar a carga do caminhão e a comprar drogas para o consumo dos policiais. Os policiais levaram parte das mercadorias no dia seguinte e, em seguida voltaram à propriedade e, armados, ameaçaram a família para que devolvessem os produtos. Colocaram a culpa nos filhos do casal e declararam que todos deviam R$ 600 mil a eles.

A família procurou a polícia para denunciar a situação, mas foi alertada a “não contar a ninguém” o que havia ocorrido. Depois disso, o mesmo delegado e alguns investigadores foram novamente à casa da família e apreenderam objetos pessoais, entre alimentos e produtos de limpeza, que não foram devolvidos. Na época, os policiais estavam lotados em Medianeira e o delegado em São Miguel do Iguaçu.

Se condenados por ato de improbidade, os policiais podem perder a função pública, ter os direitos políticos suspensos e serem obrigados a pagar multa, entre outras sanções. Todos também respondem criminalmente pelos fatos apurados pelo MPPR.

 

FONTE: SMI



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